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Heloisa Espósytos
Conveniência
perto de casa. Abrir loja em condomínios residenciais ou
comerciais pode ser boa opção para quem quer garantir público
cativo. Os comerciantes têm que levar em consideração, no
entanto, as exigências da convenção dos edifícios no que
diz respeito ao mix de atividades, horário de funcionamento
e de entregas, recolhimento de lixo, entre outros aspectos.
Estudar a viabilidade da demanda é o primeiro passo.
O candidato a lojista tem que descobrir que tipo de
negócio o condomínio precisa e não o que ele gostaria
de abrir. "É muito comum alguém que sempre trabalhou
com lavanderia, por exemplo, pegar o dinheiro do Programa
de Demissão Voluntária e querer abrir uma lavanderia
no prédio onde mora, sem se importar se há uma lavanderia
próxima e que atenda bem à população", diz o consultor
Antônio Cesar Carvalho de Oliveira, da Acomp Treinamento
e Consultoria.
Outra orientação é acompanhar o crescimento da cidade,
que ruma para a Zona Oeste. Além da Barra, Recreio
dos Bandeirantes, Campo Grande e Jacarepaguá são locais
que comportam este tipo de negócio. Outras regiões
propícias são Niterói e São Gonçalo. É necessário
avaliar o poder aquisitivo dos moradores do condomínio
na hora de praticar os preços.
Atenção
aos custos
Para os franqueados, Antônio Cesar
diz que os custos de adequar-se à convenção do condomínio,
somados às taxas de franquia, podem onerar muito o
negócio. Ele não recomenda a prática a lojistas de
primeira viagem, que correm o risco de só poder alugar
um ponto com pouca visibilidade. "É o tipo de negócio
que favorece a quem já é conhecido", diz.
Outra preocupação é o projeto arquitetônico do condomínio.
O ideal é que os edifícios tenham entradas e saídas
independentes para lojas e residências. Uma padaria
que esteja instalada em um condomínio deve avaliar
se é conveniente vender também para pessoas dos prédios
vizinhos. Os moradores poderão não gostar de ver o
prédio ser freqüentado por desconhecidos. "Segurança
e viver em harmonia com os moradores são questões
cruciais neste negócio. Condomínios são pequenos feudos
", diz Antonio Cesar.
Atividades ligadas ao lazer, como bares com mesas
ao ar livre, pequenos restaurantes, academias de ginástica,
clubes, parque de diversões e locadoras de vídeo são
as mais indicadas porque conjugam diversão e segurança.
Outras atividades que dariam certo nos condomínios
são farmácias, mercadinhos, lavanderias, chaveiros,
bancas de jornal, oficina de reparos de eletrodomésticos,
reparos de sapatos, bolsas, casa lotérica (principalmente
por conta da comodidade do pagamento de contas).
Segurança e crianças
Nemer lembra que creches também são bem-vindas nos
condomínios. "A grande preocupação de quem mora no
condomínio é a segurança. Ao deixar o filho com a
babá, a mãe pode estar correndo riscos que não correria
ao deixar a criança com uma equipe profissionalizada",
enfatiza.
Os baixos custos de propaganda são um trunfo a favor
dos lojistas. A indicação dos moradores e os panfletos
colocados nos escaninhos garantem a freqüência do
lugar. Imãs de geladeira, com o endereço e telefone
da loja são brindes obrigatórios.
Para quem está pensando em abrir loja em condomínio,
o Rosa Shopping, na Av. Marechal Henrique Lott, na
Barra, está com lojas disponíveis para locação. Com
entrada independente do conjunto residencial, o local
virou point de jovens e chega a receber até 2 mil
pessoas às sextas-feiras.
Os barzinhos instalados no local, no entanto, não
podem exagerar no som. A convenção do condomínio multa
os comerciantes por excesso de barulho. De acordo
com o administrador do local, Sergio Murilo Ferreira,
não são permitidos peixaria (por causa do mau cheiro),
funerárias, lojas de animais e de autopeças.
Ao todo são 48 lojas e salas comerciais que se dividem
em restaurantes, padarias, artigos de decoração, escritório
de arquitetura e vídeolocadoras. Como o shopping é
vendido, os proprietários costumam cobrar luvas de
R$ 50 mil e aluguel de R$ 3 mil para uma loja de 100
metros quadrados, informa Ferreira.
Carga
e descarga
O funcionamento é 24 horas, com segurança e horário
de carga e descarga livre, desde que não atrapalhe
o movimento do local. De acordo com o administrador,
os lojistas do Rosa Shopping atendem a um público
potencial de moradores de 16 prédios vizinhos.
Já o Millennium, na frente do condomínio Novo Leblon,
além de contar com o movimento de moradores, tem como
clientes os 400 alunos do Colégio Santo Agostinho,
que fica dentro do condomínio.
O gerente operacional do Millennium, Alequisander
Garcia de Oliveira, diz que, pela convenção do prédio,
não são permitidos açougue, oficinas de veículos e
locação de automóveis (pelo transtorno que causam
no estacionamento) e lojas de animais. As lanchonetes
devem se concentrar no setor de alimentação.
São 183 lojas e salas comerciais. O horário para as
salas é livre. O dos lojistas vai das 10h às 22h,
quando as portas laterais são fechadas. Há dois bares
com música ao vivo, açougues com cortes especiais
de carne, cabeleireiros, lojas de vídeogames, locadora
de vídeos, pet shops e até uma que vende uma tradicional
palmilha para os pés.
Garcia de Oliveira diz que o Millennium atende principalmente
aos moradores do Novo Leblon (mais de 3 mil), Santa
Mônica e Mandala. "Passam por aqui cerca de mil carros,
diariamente", estima.
O aluguel de uma loja de 34 metros quadrados no Millennium
sai a R$ 1.500, fora o condomínio, de R$ 400, com
uma vaga de garagem. Há possibilidade de pontos de
acesso a computador ligado à Internet.
Serviço:
Site da Acomp com estudo de viabilidade: www.acomp.com.br
Rosa Shopping - 325-9325
Millennium Shopping - 438-8347/0349 e 4678
NEGÓCIOS POTENCIAIS
" Chaveiro
" Bancas de jornais
" Loja de reparos de eletrodomésticos
" Conserto de sapatos e bolsas
" Bares com mesas ao ar livre
" Restaurantes
" Lanchonetes
" Casa lotérica
" Academia de ginástica
" Creche
" Padaria
" Armarinho
" Cabeleireiro
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