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Sábado, 22 de dezembro de 2001 Jornal do Lojista Mais
caro, menos burocrático Débora Oliveira A
fiação elétrica precisa ser trocada, o layout do
salão está desatualizado, o capital de giro não é
suficiente para manter a saúde financeira da loja. Para resolver
situações como estas, o comerciante pode recorrer ao microcrédito
- mais caro que linhas de financiamento do Banco Nacional de Desenvolvimento
Econômico e Social (BNDES), é claro, mas bem menos burocrático. Avalista Com taxa de juros mensal de 3,9%, a Sociedade de Crédito ao Microempreendedor (Social Cred) e a Vivacred financiam valores médios de R$ 100 a R$ 10 mil. "Os financiamentos, que variam entre R$ 100 e R$ 5 mil e devem ser quitados em até 12 meses, servem para compra de equipamentos, reformas e capital de giro. Além da documentação em ordem, o comerciante precisa ter um avalista", explica o coordenador do Vivacred, Antônio Cesar Martins. Já
pela Social Cred, o comerciante consegue até R$ 10 mil para pagamento
no período de seis a 12 meses. Antes de conceder o financiamento,
a Social Cred analisa a capacidade de pagamento da empresa. "Os documentos
necessários são contrato social, CNPJ, identidade, CPF e
comprovante de residência dos sócios", diz o presidente
da Social Cred, Rubens de Andrade Neto. -
Para desconto de cheque pré-datado e nota promissória, basta
consultar os cadastros de proteção ao crédito para
conceder o financiamento, porque os cheques e promissórias já
são a garantia - explica vice-presidente, Edson de Paula. Na Caixa, a partir do Giro Caixa, o comerciante tem acesso a até R$ 10 mil de empréstimo, com juros de 0,83% ao mês e 24 meses para pagar. "Basta a análise de crédito da empresa mediante a apresentação do contrato social, CNPJ, comprovante de pagamento do FGTS, Cofins ou Pis, imposto de renda dos sócios e demonstração de que não há dívidas com a Receita Federal", explica o gerente-geral da filial da Caixa na Taquara, Armando Tiago, acrescentando que o dinheiro costuma ser liberado em uma semana.
Sócio-diretor da Acomp Consultoria e Treinamento - que tem BarraShopping, Sendas, Léo Foto e Barra Square entre seus clientes -, Antônio César Carvalho de Oliveira ressalta, apenas, que o microcrédito deve servir para expansão ou resolução de problemas - como reformas -, mas nunca para quitar outras dívidas. "A chave de todo o processo é o planejamento. Se a única saída é optar pela linha de crédito que este capital seja usado para o crescimento da loja", assinala. AS OPÇÕES >>
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