Data
da reportagem: 23/12/98
Encare 1999 sem medo
Empresário
não deve entrar em pânico nem jogar fora oportunidades por causa da recessão
Humberto
Medina
Desemprego, recessão, juros altos. O cenário para 1999
certamente assusta o pequeno empresário, mas é melhor não entrar em pânico.
A tendência é pensar em cortes a qualquer preço e, nessa hora, pode-se
jogar fora um bom negócio. É preciso ver a crise como uma oportunidade
de crescer. Não vale micar uma empresa e perder chances de crescimento,
avalia o consultor Antonio César Carvalho, sócio-diretor da Acomp Consultoria
Empresarial. Por isso, antes de pensar em demissões e sair cortando gastos
sem critério, é melhor fazer uma análise do seu negócio, do público-alvo
e dos concorrentes.
A perspectiva da crise, no entanto, não deixa dúvidas quanto a um ponto:
não é hora de investir, principalmente se o investimento envolver empréstimo
a juros. Existe uma tendência de queda nas taxas, mas as reduções serão
muito lentas e os juros continuarão nas alturas. Evite principalmente
os empréstimos de curto prazo, que estão altíssimos, na casa de 12% ao
mês. Eles ficam impossíveis de pagar, aconselha José Carlos. A
palavra de ordem é cautela, completa.
Os
consultores costumam dizer que crise é sinônimo de oportunidade. No Rio,
as chances de crescimento em 1999 vão se concentrar nas áreas de turismo
e serviços. O Teleporto voltou a andar e novas empresas podem se
instalar nos prédios, diz Antônio César Carvalho. Outra área propícia
a investimentos é a Zona Oeste. A Linha Amarela melhorou muito o
trânsito para aquela região, abrindo oportunidades, diz.
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